quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Você sabia que óleo de coco combate piolhos?

Você já parou para pensar sobre as inúmeras utilidades do óleo do coco em nosso dia-a-dia? São tantos que não dá para enumerar todos aqui. Mas vamos falar especificamente sobre o seu uso no comabate ao piolho. Isso mesmo, piolho.

O óleo do coco é uma gordura saudável e gordura saudável mata bactérias. Ela (gordura) vai sufocar os piolhos, sem que seja necessário você recorrer a produtos químicos que causam mal ao seu organismo por serem absolvidos pela pele. O óleo dessa amêndoa continua agindo no couro cabeludo mesmo depois de lavado.

Essa gordura saudável tem ainda a vantagem de tratar o couro cabeludo que possui problemas dérmicos e de infecção cutânea. Isto porque os ácidos graxos/triglicérides encontrados no óleo tem efeito antibacteriano e antifúgicos. 
Esse produto pode ser usado em qualquer tipo de cabelo.

Como fazer o tratamento

* O óleo de coco deve ser usado em uma tempetura ambiente
* Lave o cabelo, preferencialmente com shampoo orgânico
*  Seque bem
* Encharcar o couro cabeludo com o óleo
* Enrolar o cabelo em um tecido e deixar o produto agindo à noite pelo menos 12 horas
* Use o pente fino para retirar os piolhos mortos
*Retire as lêndeas para evitar que se reproduzam
* Repita a operação com o óleo de coco por no máximo duas vezes
* Verificar se o restante da família também tem piolhos.
Obs: Os resultados só serão obtidos se for seguido criteriosamente as recomendações

Referência: Audrey Lefebvre

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Reduzir a ingestão de gordura ajuda na prevenção de doenças cardíacas?

A dieta em que predomina a ingestão de baixo índice de carboidratos, conhecida como low-carb, vem ganhando cada vez mais espaço entre as publicações científicas que defendem essa forma de emagrecimento e prevenção de doenças cardíacas, informou o médico nutrólogo Bruno Guimarães.
A low-carb reduz a ingestão de carboidratos e aumenta a de gordura

O estudo mais recente, segundo ele, foi conduzido por equipe de especialistas da Universidade de Tulane, em Nova Orleans, EUA, cujo resultado apresentado foi a perda de peso adicional do grupo que utilizou  essa dieta em comparação a um segundo grupo que se submeteu a uma dieta com baixo teor de gordura.

No entanto, a maior vitória advinda desse estudo, de acordo com o nutrólogo, foi a redução dos marcadores relacionados a problemas cardíacos no grupo de pessoas que seguiram a dieta "low carb". Apesar de se alimentarem de uma quantidade considerável de gorduras para compensar a baixíssima ingesta de carboidratos, eles conseguiram maior proteção cardíaca. 

Para nutrólogo, esse é mais um estudo científico que comprova que a redução de gorduras na dieta não tem relação alguma com a prevenção cardíaca. Os indivíduos relataram uma ingestão média de 2.000 calorias por dia antes de iniciar a dieta. Cerca de 90% dos voluntários eram formados por mulheres obesas. 

Dieta low-carb

Os voluntários que se submeteram a essa dieta deveriam ingerir menos de 40 gramas de carboidratos por dia durante um ano, e foram aconselhadas a não alterarem as suas atividades diárias. Foi prescrito substituto de refeição e realizado aconselhamento dietético.

Grupo de baixo teor de gordura

O segundo grupo foi orientado a reduzir a ingestão de gordura dietética a menos de 30% das calorias diárias durante um ano. Foram instruídas também a não alterarem os níveis de atividade. Foi repassado também o substituto de refeição e feito aconselhamento dietético.

Resultado

 O grupo  low-carb, apesar das reuniões de incentivo realizadas constantemente pela equipe de pesquisadores, não conseguiram chegar ao percentual indicado de 40 gramas de carboidratos diários. As mudanças consideráveis ocorreram apenas nos três primeiros meses, quando houve a redução de 240 gramas para 100 gramas de carboidrato por dia. Mas após os 12 meses de experiência, esse percentual subiu para 130 gramas/dia.

Eles reduziram o consumo de carboidratos, porém  mantiveram a ingestão de gordura como faziam antes, além de elevaram de 18% para 25% o consumo de proteínas ao longo do ano, o que representou a  ingestão de uma quantidade de proteína mais alta do que o grupo que foi indicado o baixo teor de gordura.

Baixo teor de gordura
Para esses voluntários, a ingestão de gordura no início foi de 35% do total de calorias, reduzindo somente em 5% nos primeiros meses. Posteriormente, com a ingestão de 500 calorias/dia até o final do estudo, o consumo de gordura diária ficou em cerca de 30 gramas/dia, em compensação eles comeram mais carboidratos, aumentando em 50% o total de calorias.

Massa magra

O resultado foi a maior perda de peso do grupo low-card, apesar de os resultados variarem consideravelmente entre os indivíduos.Esses voluntários também experimentaram um pequeno aumento em massa magra, ao passo que o grupo de baixo teor de gordura perdeu um pouco de massa magra.

Segundo o médico Bruno Guimarães, os low-carbs comeram menos hidratos de carbono, um pouco mais proteína, e aproximadamente a mesma quantidade de gordura que o padrão de dieta americano. 

“O diferencial metabólico nesse tipo de resposta, é que pelo padrão alimentar ocidental atual, em que as ingestas normais nas pirâmides alimentares habituais chegam a superar 60% da proporção diária de macronutrientes, levam a um padrão metabólico desregulado na produção de energia”. 

O excesso de carboidrato deixa o corpo "preguiçoso"
Nesse caso, de acordo com o nutrólogo, alguns indivíduos chegam a utilizar mais de 80% de carboidratos como fonte produtora de energia.

“Assim, esses corpos ficam "preguiçosos" e desacostumados a oxidar gorduras, deixando de utilizá-la como fonte energética, fazendo com que acumule mais adiposidade”.

Segundo o especialista, ao ofertar proporção maior de gordura e restringir drasticamente carboidratos, a pessoa não só conseguirá preparar o corpo para se tornar  uma "máquina"  em queima de gordura para fonte energética, como também estará favorecendo o ganho de músculo por meio do treinamento físico devido ao fato de os alimentos  gordurosos serem ótimas fontes de energia duradouras e os maiores promotores de saciedade. "Como podem observar, a perda de gordura vai muito além da mera restrição calórica", disse.

Conclusão

“Apesar de muitos dos voluntários que se submeteram à low-carb serem pré-dispostos a apresentarem doenças cardíacas, eles obtiveram melhoras mesmo ingerindo índice de gordura saturada  acima do recomendado pela American Heart Association”, observa o nutrólogo. 
Gorduras hidrogenadas e óleos de cozinha refinados devem ser evitados

Ele ressalta que isso não significa sinal verde para que a pessoa passe a consumir gordura de forma desenfreada. Alguns tipos de alimentos gordurosos, por exemplo, são prejudiciais à saúde  devido ao alto índice oxidativo a que são submetidos.

Bruno Guimarães cita a margarina e outras gorduras vegetais hidrogenadas, além dos óleos de cozinha refinados ou embutidos, como alimentos deletérios a saúde. “É prejudicial também ao organismo  dietas com alta ingestão de gordura animal (carne vermelha) sem o consumo de alimentos reguladores (frutas e legumes)”, alerta.

O especialista conclui afirmando que a pesquisa deixa claro que cortar a gordura não melhora a saúde do coração daqueles pré-dispostos a essas patologias, e que mudar o padrão alimentar deve ser feito com orientação adequada, para que não ocorram enganos.


domingo, 10 de maio de 2015

A importância do óxido nítrico para a saúde cardiovascular

“Impulsionar os níveis de óxido nítrico (NO) é benéfico para a saúde cardiovascular, uma vez que relaxa os vasos sanguíneos, os mantém funcionando corretamente e os impedem de ficar "duro" à medida que se envelhecemos”, afirmou o médico nutrólogo Bruno Guimarães, acrescentando que o relaxamento ou a dilatação dos vasos sanguíneos também ajuda a fornecer mais fluxo de sangue para os tecidos, a exemplo das fibras musculares.

“Quando você treina, as células musculares criam resíduos de produtos que puxam a água para si. Com maior fluxo de sangue nos músculos, essas células podem  levar mais água para dentro deles (músculos), resultando em músculo maior”, completou o médico.

Segundo ele, o relaxamento dos vasos sanguíneos resulta também em maior quantidade de  sangue abaixo da cintura, gerando benefícios para homens, que terão melhor ereção. “Já as mulheres, ao aumentar  o fluxo sanguíneo clitoriano, terão maior impulso sexual”. 

N.O. intensificador

Bruno Guimarães explica que a maioria dos produtos encontrados no mercado utiliza a arginina para impulsionar o óxido nítrico.

“Para formar o  óxido nítrico (NO), o corpo utiliza aminoácido arginina como precursor e com a ajuda da enzima óxido nítrico sintase (NOS) catalisa a reação”, disse. De acordo com o especialista, suplementos do tipo arginina, citrulina (que é convertido no corpo em arginina), e picnogenol (que aumenta a atividade do NOS)   agem da mesma forma.

Estudos recentes, segundo o médico, comprovam que indivíduos que consomem arginina 30 minutos antes do treino de bíceps, o aumento do volume sanguíneo nesse músculo durante o exercício é mais de 100%. “Além do mais, a pesquisa sugere que se tome citrulina em dose mais elevada  do que arginina para aumentar os níveis sanguíneos”, revela.
Porém, o nutrólogo alerta que apesar desse tipo de resposta à suplementação de arginina e/ou citrulina no pré-treino, a suplementação no momento anterior ao exercício pode não ser tão interessante, já que outras pesquisas mostraram que essa estratégia causou achatamento da curva de hGH (hormônio altamente anabólico, que é estimulado pela atividade física). “Ao suplementar seguindo essa rotina, o exercício físico provoca menor resposta na produção deste hormônio”.

Argina/citrulina

“Para ser sincero, após a atividade física acho mais interessante a suplementação de arginina e/ou citrulina (essa última é minha preferida). Nessa hora, o relaxamento produzido nos vasos, juntamente com o maior fluxo sanguíneo, irá promover melhor oferta de nutrientes exatamente quando a regeneração do músculo é máxima”, explica.

Para ele, quanto mais próximo da atividade física, mais o músculo estará “faminto” de nutrientes para crescimento e recuperação. “Ao ser proporcionado o relaxamento das artérias, não só estaremos alavancando maior crescimento muscular, como também diminuindo o período de recuperação, ou seja, em menor espaço de tempo estaremos novos para estimular novamente em alta intensidade as fibras musculares”, afirma o médico.

De acordo com o nutrólogo, o estímulo à dilatação das artérias com citrulina e, principalmente arginina, tem também um viés. Segundo ele, dependendo do estado oxidativo do corpo, os aminoácidos podem ser convertidos não em óxido nítrico, produtor de vasodilatação, mas sim em peróxido nitroso, produtor de vasoconstrição, o inverso do que a pessoa pretende conseguir. Por isso, ele aconselha o uso da citrulina à arginina, que é mais facilmente desviada para a formação de peróxido nitroso para fim de dilatação dos vasos, assim como o emprego de um antioxidante junto para prevenir a formação de peróxido nitroso.

Ele afirma ainda que existe alternativa que também pode levar a maiores níveis de NO no corpo: por meio  do nitrato e nitrito. Os nitratos são encontrados em muitas plantas - uma das fontes mais ricas é a beterraba. 

"Quando você consome nitrato (NO3), as bactérias da boca ajudam a perder molécula de oxigênio, transformando nitrato em nitrito (NO2). O nitrito, em seguida, vai para a corrente sanguínea, onde perde mais oxigênio e se torna óxido nítrico (NO)”, destaca o especialista.

 "Suco de beterraba  melhora a recuperação muscular 
aumenta a resposta anabólica ao estímulo da atividade física"

Bruno Guimarães pontua que o consumo de beterraba ou extrato de beterraba após o treinamento físico é uma excelente opção. Ele esclarece que a pessoa, ao ingerir o suco dessa raiz, contará com uma fonte de açúcar de rápida absorção, ideal para ser usada no momento pós-treino para estimular a liberação de insulina - hormônio de alto poder anabolizante.
“Outra vantagem é que o consumo de beterraba ou de extrato de beterraba melhora a alimentação do músculo, levando mais sangue a ele”. Segundo o médico, os benefícios incluem ainda menor tempo de recuperação muscular, efeito protetor contra fadiga e "overtrainning", e melhor resposta anabólica. “Isto representa mais músculos e sua renovação em menos tempo”.

O especialista dá a seguinte sugestão: tome cerca de 500 mg de extrato de beterraba ou mesmo o suco de beterraba batido (melhor opção por ser mais barato). Há ainda os suplementos que fornecem extrato de beterraba, juntamente com outros suplementos, como a arginina ou citrulina que utilizam a via arginina-NO. 

Listerine

Por fim, ele cita pesquisa realizada recentemente comprovando que o uso do anti-séptico bucal Listerine, por matar um número significativo de bactérias  que convertem nitrato em nitrito, faz com que haja redução do NO produzido a partir de fontes da beterraba. 

“Dessa forma, se você estiver usando beterraba ou um produto que contenha extrato de beterraba para aumentar os níveis de NO,  deixe de lado o anti-séptico bucal, pelo menos antes de tomar qualquer fonte de nitrato”, concluiu.



quinta-feira, 30 de abril de 2015

A proporção ideal de BCAA no esforço físico

Certamente você que é atleta ou pratica atividade física com o intuito de ganhar massa muscular conhece os aminoácidos de cadeia ramificada (BCCAs) considerados  essenciais - a leucina, isoleucina e valina. Porém, muitos têm dúvida em relação às proporções ideais dos BCCAs para consumo, uma vez que os suplementos das diversas marcas disponibilizadas no mercado têm também em sua composição porções diferentes desses três aminoácidos.

A leucina é a sinalizadora do m-TOR (mamalian traget of rapamicin), que é o ativador da síntese de proteína pela célula, ou seja, é através do estímulo à m-TOR que ocorre a síntese muscular (anabolismo).

Por esse motivo algumas pessoas ingerem uma porção maior de leucina em relação aos demais BCCAs na ilusão de que esse aminoácido  induzirá a um ganho maior de massa muscular. Mas não é bem assim.

Numerosos estudos sugerem que a suplementação com BCAAs antes do exercício promove a resistência muscular. Outro ponto importante é que os BCAAs ajudam a reduzir a fadiga durante os treinos, e isso está diretamente relacionado ao papel que a valina desempenha no corpo.

Isto acontece porque durante o exercício, o  triptófano (aminoácido que ajuda a sintetizar a serotonina) é retomado pelo cérebro em grandes quantidades. O triptofano é convertido no cérebro em 5-hidroxitriptamina (5-HTP), precursor do neurotransmissor serotonina.

Com níveis mais elevados de serotonina durante o exercício, o cérebro sinaliza  que o corpo está cansado, levando a uma redução na força muscular e resistência. A valina age reduzindo o cansaço físico. 

Entenda melhor: quando você toma a valina antes e / ou durante os treinos, menos triptófano chega ao cérebro para ser convertido em serotonina. Esse processo permite que seus músculos contraiam com mais força por um longo tempo antes de ficar cansado. Valina também pode ajudá-lo a ficar "alerta" e manter o seu cérebro mais “aceso” durante o dia.

A isoleucina  também é a grande facilitadora da resposta insulínica. É a através desse hormônio (insulina) que o açúcar, glicose, entra na célula, carreando consigo os aminoácidos, como por exemplo, a leucina. Ou seja, com a isoleucina mais leucina vai chegar ao receptor e cumprir então seu objetivo, construir músculo.

Para comprovar que  exceder no consumo de leucina em relação aos outros BCAAs é um erro, apresento o  resultado do estudo  realizado pela Universidade de Baylor, no Texas, EUA.

O trabalho foi desenvolvido em um grupo de homens jovens. Eles tomaram suplemento de BCAA na proporção 2:1:1 (leucina: isoleucina: valina) ou um placebo (substância sem propriedade farmacológica) antes e depois do treino de perna.

Os pesquisadores constataram que, enquanto a leucina aumentou a síntese proteica múscular após o treino melhor do que o placebo fez, os BCAAs aumentaram a síntese protéica ainda melhor do que a leucina e o placebo. Essa é uma das razões para colocar abaixo a porcão 2: 1: 1 (ou algo próximo a ele) quando da suplementação com BCAAs.

Optando por marcas com proporções próximas disso não só estaremos tendo performance superior, como estaremos poupando dinheiro. Aminoácidos com maior concentração de leucina, como algumas marcas que chegam a 8:1:1 ou mesmo 10:1:1, são sempre mais caros, então poupe seu dinheiro para gastar com algo que realmente te dê retorno.

domingo, 19 de abril de 2015

Artemisia, uma aliada na destruição das células cancerígenas

“Uma bomba inteligente contra o cancro”, foi essa a afirmação do médico e pesquisador americano Len Saputo ao constatar, por meio de estudo científico, os efeitos positivos da artemisia - também conhecida como absinto - na prevenção do câncer. A erva é facilmente encontrada em casas que comercializam produtos naturais. Os chineses já conheciam o poder fitoterápico da planta para a cura de diversas patologias.

Além da pesquisa do dr.Len Saputo,  existem pelo menos outras duas  que comprovam a eficácia dessa erva na cura do câncer. Uma delas foi desenvolvida pelo laboratório de cancro da Universidade da California, nos EUA, cujo resultado foi descrito da seguinte forma: “para o fator de transcrição E2F1 a artemisia está envolvida na destruição de células de cancro do pulmão”. 

Existe ainda o estudo realizado pela Universidade de Washington que provam o poder dessa erva na cura do câncer. A pesquisa foi coordenada pelos doutores Henry Lai e Narendra Singh. Esse levantamento científico mostra que a artemisia, ao ser combinada com o ferro, apresenta taxa de 75% de destruição (comprovada) do câncer de mama.

Isto ocorre porque as células afetadas pelo câncer necessitam de maior quantidade de ferro para que seu crescimento ocorra mais rapidamente, havendo assim a divisão celular. A artemisia tem o poder de obstruir a multiplicação das células alteradas ao reagir associado ao ferro, destruindo as células maléficas, sem atingir as saudáveis.

É importante ressaltar que o tratamento convencional, acompanhado do médico, não deve e nem pode ser abandonado.

sábado, 11 de abril de 2015

Doença de Alzheimer pode ser prevenida com suplementação de vitaminas do complexo B

 A suplementação de vitaminas do complexo B pode prevenir a doença de Alzheimer (DA) e diminuir o declínio cognitivo por retardar a atrofia de regiões específicas do cérebro em idosos, foi o que demonstrou estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences demonstrou.

O foco da pesquisa foi avaliar se as vitaminas do complexo B são de fato eficazes na prevenção da atrofia da massa cinzenta do cérebro (que possui regiões afetadas pelo processo neurodegenerativo na DA) e se o efeito varia de acordo com os níveis sanguíneos de homocisteína.

Foram analisados 156 idosos, sendo que 76 deles (média de idade de 76 anos) receberam suplementação de vitaminas do complexo B e os 80 participantes restantes (média de idade de 77 anos) receberam placebo. A suplementação consistiu em: ácido fólico 0,8 mg/dia, vitamina B12 0,5 mg/dia, vitamina B6 20 mg/dia durante 24 meses.

Os idosos não apresentavam DA, mas relatavam queixa de perda de memória e preencheram os critérios de Petersen como tendo comprometimento cognitivo leve. Foram realizados exames bioquímicos e de ressonância magnética para avaliar regiões específicas do cérebro no início e no final dos 24 meses.

Massa cinzenta

Após os dois anos de acompanhamento, a atrofia da massa cinzenta foi encontrada em todos os idosos, abrangendo regiões relacionadas com o desenvolvimento da DA. Entretanto, os idosos que receberam a suplementação apresentaram uma redução significativa da atrofia nessas regiões cerebrais, em comparação com o grupo placebo. A perda média de massa cinzenta foi de 3,7% no grupo placebo e de apenas 0,5% no grupo suplementado com vitaminas do complexo B.

Os pesquisadores observaram também que os idosos com altos níveis de homocisteína no grupo placebo apresentaram maior atrofia da massa cinzenta, em comparação com aqueles com baixos níveis de homocisteína. A suplementação com vitaminas do complexo B reduziu em 29% os níveis de homocisteína plasmática e teve um efeito ainda mais significativo na prevenção da perda de massa cinzenta nos indivíduos que apresentavam altos níveis de homocisteína no início do estudo.

Os estudiosos acreditam que a deficiência de vitamina B12 afeta a proliferação de células neuronais e que as vitaminas do complexo B ajudam a manter a neurogênese em regiões envolvidas no processo da DA.

Para os autores, a pesquisa demonstra que a perda de massa cinzenta em determinadas regiões do cérebro foi reduzida com o tratamento de vitaminas do complexo B. " As vitaminas do complexo B vêm sendo foco de pesquisa na prevenção e tratamento da doença de Alzheimer e isto pode ser parcialmente devido aos efeitos da deficiência dessas vitaminas sobre a função cerebral”, concluem os autores.

Referência(s)

Douaud G, Refsum H, de Jager CA, Jacoby R, Nichols TE, Smith SM, Smith AD. Preventing Alzheimer’s disease-related gray matter atrophy by B-vitamin treatment. Proc Natl Acad Sci U S A. 2013 May 20. [Epub ahead of print].

domingo, 5 de abril de 2015

Os benefícios do ômega-3 para os enfartados

Mais uma vez foi comprovada a eficácia do ômega-3 para a saúde. A certificação ocorreu durante a 64ª Sessão Científica Anual de Cardiologia, que aconteceu em março, em San Diego, Califórnia, quando foram apresentados os benefícios dos ácidos graxos ômega-3 em pacientes em recuperação de ataques cardíacos.

O trabalho científico apresentado mostrou o resultado de pesquisa realizada em 374 pessoas escolhidas aleatoriamente que sobreviveram a ataque cardíaco. Uma parte desses voluntários ingeriu 4 miligramas de ácido ômega-3 no período de seis meses e o outro grupo recebeu placebo (comprimidos sem princípio ativo algum).

Ao final do estudo, coordenado pelo médico Raymond Kwong,diretor de ressonância magnética cardíaca do Hospital  Brigham an Womem, em Boston,  concluiu-se que o grupo voluntário tratados com ômega-3 teve menos deterioração da função cardíaca se comparado com os voluntários que receberam placebo.

Para o médico, os ácidos graxos ômega-3 podem ter efeito anti-inflamatório, além de promover melhor cicatrização cardíaca. "Esse dado é importante porque outros agentes anti-inflamatórios, incluindo esteróides e anti-inflamatórios não esteróides, não conseguiram fazer a diferença após infarto do miocárdio”, revela o pesquisador.

Raymond Kwong afirma ainda que dar uma dose de ácidos ômega-3  logo após um ataque cardíaco melhora a estrutura e funcionamento do coração cardíaco. “Estamos confiantes dos beneficios desta terapia especialmente naqueles que apresentaram enfarto agudo do miocardio”, concluiu.